terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

MATERIAIS INTERESSANTES


Viajar pela leitura

Viajar pela leitura
sem rumo, sem intenção.
Só para viver a aventura
que é ter um livro nas mãos.
É uma pena que só saiba disso
quem gosta de ler.
Experimente!
Assim sem compromisso,
você vai me entender.
Mergulhe de cabeça
na imaginação!

Clarice Pacheco

FIQUE POR DENTRO DA REGULAMENTAÇÃO DA PSICOPEDAGOGIA

Leis, projetos e códigos da Psicopedagogia e outros

» Projeto de Lei 3512/08 A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou, no último dia 17, o Projeto de Lei 3512/08, da deputada Professora Raquel Teixeira (PSDB-GO), que regulamenta a atividade profissional do psicopedagogo. Pela proposta, a profissão poderá ser exercida pelo portador de diploma de graduação em Psicopedagogia, pelo diplomado em Psicologia ou Pedagogia e pelo licenciado que tiver concluído curso de especialização em Psicopedagogia. A especialização deverá ter duração mínima de 600 horas e carga horária de 80% na especialidade. Leia mais...

» Projeto de lei nº 3124/97 do Deputado Barbosa Neto (dispõe sobre a regulamentação da profissão de psicopedagogo - em tramitação no Congresso Nacional)

» Lei nº 10.891 de 20 de setembro de 2001 (autoriza o Poder Executivo a implantar assistência psicológica e psicopedagógica em todos os estabelecimentos de ensino básico público - criada a partir do projeto de lei nº 128/2000 do Dr. Claury Alves da Silva - PTB)

» Projeto de Lei n° 128/2000 do Dr. Claury Alves da Silva - PTB (estabelece a implantação de assistência psicológica e psicopedagógica em todos os estabelecimentos públicos de ensino do Estado de São Paulo)

» Resolução nº 1, de 3 de abril de 2001 (Estabelece normas para o funcionamento de cursos de pós-graduação entre eles o de psicopedagogia)

» Legislação de apoio para atendimento de crianças com dificuldades de aprendizagem

INFORMAÇÕES SOBRE PSICOPEDAGOGIA

FONTE: Web site: geocities.yahoo.com.br/simaiapsicopedagoga

1. O que é a psicopedagogia?
A Psicopedagogia estuda o processo de aprendizagem e suas dificuldades, tendo, portanto, um caráter preventivo e terapêutico. Preventivamente deve atuar não só no âmbito escolar, mas alcançar a família e a comunidade, esclarecendo sobre as diferentes etapas do desenvolvimento, para que possam compreender e entender suas características evitando assim cobranças de atitudes ou pensamentos que não são próprios da idade. Terapeuticamente a psicopedagogia deve identificar, analisar, planejar, intervir através das etapas de diagnóstico e tratamento.1. Quem são os psicopedagogos?São profissionais preparados para atender crianças ou adolescentes com problemas de aprendizagem, atuando na sua prevenção, diagnóstico e tratamento clínico ou institucional.
2. Onde atuam?
O psicopedagogo poderá atuar em escolas e empresas (psicopedagogia institucional), na clínica (psicopedagogia clínica).
3. Como se dá o trabalho na clínica?
O psicopedagogo, através do diagnóstico clínico, irá identificar as causas dos problemas de aprendizagem. Para isto, ele usará instrumentos tais como, provas operatórias (Piaget), provas projetivas (desenhos), histórias, material pedagógico etc.Na clínica, o psicopedagogo fará uma entrevista inicial com os pais ou responsáveis para conversar sobre horários, quantidades de sessões, honorários, a importância da freqüência e da presença e o que ocorrer. Neste momento não é recomendável falar sobre o histórico do sujeito, já que isto poderá atrapalhar a investigação. O histórico do sujeito, desde seu nascimento, será relatado ao final das sessões numa entrevista chamada anamnese, com os pais ou responsáveis.
4. O diagnostico é composto de quantas sessões?
Geralmente faz-se o diagnóstico entre 8 a 10 sessões. O ideal é que haja duas sessões por semana.
5. E depois do diagnóstico?
O diagnóstico poderá confirmar ou não as suspeitas do psicopedagogo. O profissional poderá identificar problemas de aprendizagem. Neste caso ele indicará um tratamento psicopedagógico, mas poderá também identificar outros problemas e aí ele poderá indicar um psicólogo, um fonoaudiólogo, um neurologista, ou outro profissional a depender do caso. Ele poderá perceber também, que o problema esteja na escola, então possivelmente ele recomendará uma troca de escola.
6. E o tratamento psicopedagógico?
O tratamento poderá ser feito com o próprio psicopedagogo que fez o diagnóstico, ou poderá ser feito com outro psicopedagogo. Neste caso, este último solicitará o informe psicopedagógico para análise.Durante o tratamento são realizadas diversas atividades, com o objetivo de identificar a melhor forma de se aprender e o que poderá estar causando este bloqueio. Para isto, o psicopedagogo utilizará recursos como jogos, desenhos, brinquedos, brincadeiras, conto de histórias, computador e outras coisas que forem oportunas. A criança, muitas vezes, não consegue falar sobre seus problemas e é através de desenhos, jogos, brinquedos que ela poderá revelar a causa de sua dificuldade. É através dos jogos que a criança adquire maturidade, aprende a ter limites, aprende a ganhar e perder, desenvolve o raciocínio, aprende a se concentrar, adquire maior atenção.O psicopedagogo solicitará, algumas vezes, as tarefas escolares, observando cadernos, olhando a organização e os possíveis erros, ajudando-o a compreender estes erros.Irá ajudar a criança ou adolescente, a encontrar a melhor forma de estudar para que ocorra a aprendizagem.O profissional poderá ir até a escola para conversar com o(a) professor(a), afinal é ela que tem um contato diário com o aluno e pode dar muitas informações que possam ajudar no tratamento.O psicopedagogo precisa estudar muito. E muitas vezes será necessário recorrer a outro profissional para conversar, trocar idéias, pedir opiniões.
7. Como se dá o trabalho na Instituição?
O psicopedagogo na instituição escolar poderá:- ajudar os professores, auxiliando-os na melhor forma de elaborar um plano de aula para que os alunos possam entender melhor as aulas;- ajudar na elaboração do projeto pedagógico;- orientar os professores na melhor forma de ajudar, em sala de aula, aquele aluno com dificuldades de aprendizagem;- realizar um diagnóstico institucional para averiguar possíveis problemas pedagógicos que possam estar prejudicando o processo ensino-aprendizagem;- encaminhar o aluno para um profissional (psicopedagogo, psicólogo, fonoaudiólogo etc) a partir de avaliações psicopedagógicos;- conversar com os pais para fornecer orientações;- auxiliar a direção da escola para que os profissionais da instituição possam ter um bom relacionamento entre si;- Conversar com a criança ou adolescente quando este precisar de orientação.
8. O que é fundamental na atuação psicopedagógica?
A escuta é fundamental para que se possa conhecer como e o que o sujeito aprende, e como diz Nádia Bossa, “perceber o interjogo entre o desejo de conhecer e o de ignorar”.O psicopedagogo também deve estar preparado para lidar com possíveis reações frente a algumas tarefas, tais como: resistências, bloqueios, sentimentos, lapsos etc.E não parar de buscar, de conhecer, de estudar, para compreender de forma mais completa estas crianças ou adolescentes já tão criticados por não corresponderem às expectativas dos pais e professores.

OS SETE CABRITINHOS

Os sete cabritinhos


Era uma vez uma cabra, que morava com seus sete cabritinhos em uma linda casinha com quintal e jardim.
Naquela manhã, estavam todos assistindo televisão antes de mamãe sair para o mercado, fazer compras:
A notícia de última hora dizia:
- Cuidado: há um lobo mau solto por aí. Foi visto pela última vez fugindo para perto do rio. Todos estamos trabalhando para caçá-lo, mas até agora ele continua solto. As crianças devem ficar em casa até que ele esteja bem preso.
- Ah! Logo hoje que íamos começar nosso clube novinho lá fora!
Mamãe cabra não quis saber: falou sério com seus sete cabritinhos, e todos entenderam muito bem.
- Ninguém sai de casa hoje enquanto vou ao mercado. A porta fica fechada com a chave. Não abram para ninguém. Vocês conhecem a mamãe: quando voltar, chamarei pela janela com minha voz de sempre, e baterei de levinho no vidro com minha pata clarinha e de unhas curtas. Aprendam que o lobo mau tem um vozeirão terrível e uma pata escura enorme cheia de unhas gigantes. Muito cuidado!
- Está bem, então. Pode confiar em nós. Vamos ficar bem atentos.
E lá se foi a cabra para as compras ...
Encontrou sua amiga no caminho, e foi logo comentando como estava preocupada em sair para o mercado com aquele lobo mau solto por aí...
O que elas não sabiam, é que o lobo mau disfarçado estava ali bem pertinho escutando tudo, e pensando: "Sete cabritinhos sozinhos em casa, e eu com tanta fome!"
Correu para a casa, jogando fora seu disfarce, tentou abrir a porta, e viu que estava trancada.
- Abram a porta! Está trancada!
- Não vamos abrir nada, seu lobo bobo. A voz da mamãe é suave e macia, só vamos abrir para ela!
Então o lobo ficou furioso. Tinha que ter alguma idéia. Aqueles cabritinhos só iam abrir para a mãe, mas como enganá-los? Ahá! O lobo correu até a confeitaria, escolheu a melhor torta de maçã e mel, que engoliu inteirinha, querendo adoçar a voz. Treinou falar cantadinho como as mães dos outros.
-Abram a porta! É a mamãe!
Aquela não parecia mais a voz do lobo, e os cabritinhos ficaram em dúvida se a mãe tinha ficado com esta voz diferente. Lembrando dos conselhos recebidos, eles disseram:
- Se é a mamãe, mostre sua patinha na janela.
E o lobo, pego de surpresa, mostrou mesmo.
- Vá embora seu lobo mau! As patinhas da mamãe são bem clarinhas! E sem garras!
Então o lobo teve outra idéia: correu até o moinho e afundou as patas na farinha branquinha, para enganar os tolos.
Bateu de volta na porta, ainda adoçando a voz, e novamente foi parar com a pata na janela: desta vez ele encolheu bem as unhas:
Os cabritinhos ficaram em dúvida, olharam uns para os outros, e resolveram abrir a porta. Para que?
Foi uma correria danada, todos tentando se esconder. Tinha cabritinho escondido na ,também tinha na , na lareira, nos armários, em baixo da mesa, em toda parte. O lobo foi caçando um por um, engolindo por inteiro cada cabritinho de tanta fome que estava. Perdeu a conta de quantos cabritinhos já tinham entrado naquele barrigão cheio, e foi embora, pensando não ter deixado sobrar nenhum.
Estava enganado: apenas o cabritinho pretinho não foi encontrado em seu esconderijo:
O tic-tac tic-tac atrapalhou o ouvido do lobo, que não ouviu o coraçãozinho assustado que estava escondido lá dentro.
Quando mamãe cabra viu a porta aberta, já entrou esperando pelo pior.
-O lobo levou todos os meus filhinhos!
- Todos, não mamãe. Eu ainda estou aqui!
Os dois se abraçaram muito, e decidiram ir atrás do lobo, para ver se ainda podiam salvar os irmãozinhos.
Correram em direção ao rio, onde souberam pela TV que era o esconderijo dele. Ao chegarem perto, logo ouviram um som terrível: ROM... URM... ROM... Era o lobo roncando, dormindo sob as árvores na beira do rio.
Mamãe cabra teve uma idéia, e disse ao filho:
- Não faça nenhum barulho para não acordar o lobo. Corra com toda sua velocidade até lá em casa, e traga a cesta de costura da mamãe: veja que tenha tesoura, agulha e linhas.
O cabritinho nem respondeu: saiu correndo como o vento, e logo estava de volta com sua encomenda.
Mamãe cabra não perdeu tempo: com sua foi abrindo o barrigão do lobo enquanto ele estava dormindo. Logo foram saltando vivinhos, um por um, os seis cabritinhos que ele tinha engolido. A todos mamãe pedia silêncio. Quando todos saíram, ela disse em segredo:
- Vão procurar as pedras maiores e mais pesadas que encontrarem, mas não façam barulho, nem demorem.
Logo chegavam pedras em quantidade suficiente: mamãe colocou todas na barriga do lobo, e costurou rápido com agulha e linha. Então foram todos se esconder.
Quando o lobo acordou, sentiu a barriga muito pesada e a boca muito seca. Levantou-se com muito esforço, e quase não conseguiu ficar de pé ("foram seis ou sete cabritinhos?"). E foi se arrastando até o rio querendo beber água. A correnteza estava forte, e o lobo com a barriga cheia de pedras acabou indo parar no fundo do rio, de onde nunca mais saiu.
E todos puderam comemorar o fim do malvado, e a sorte de todos os pequenos, que agora corriam livres pelo caminho para casa, para um novo dia.


APROVEITEM A LEITURA

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Principais Fatores Relacionados à Linguagem que Podem Dificultar a Aprendizagem

Thereza Cristina dos Santos Lopes

Quando falamos de aprendizagem estamos nos referindo a um processo global de crescimento, pois toda aprendizagem desencadeia, em algum sentido, crescimento individual ou grupal. A aprendizagem infantil, no que tange ao processo escolar em geral, está intimamente relacionada ao desenvolvimento da criança, às figuras representativas desta aprendizagem (escola, professores), ambiente de aprendizagem formal, condições orgânicas, condições emocionais e estrutura familiar. Qualquer intercorrência em um ou mais destes fatores, pode influenciar direta ou indiretamente o processo de aquisição da aprendizagem.

LINGUAGEM
Podemos definir linguagem como um instrumento que, através de diversas formas, o ser humano utiliza para se comunicar. A comunicação ocorre através de gestos, expressões faciais, fala e escrita formal obedecendo as regras da comunidade lingüística na qual está inserida. Diversas são as alterações que podem ser diagnosticadas durante o processo de aprendizagem e conseqüentemente, o processo educacional em geral, como desempenho e qualidade globais.
FATORES - Atraso de Linguagem - Atraso Global de Desenvolvimento - Déficits cognitivos / Síndromes Neurológicas - Déficits Perceptivos - Emocionais - Síndrome do Déficit de Atenção com Hiperatividade - DDAH
ATRASO DE LINGUAGEM Traduz-se pela ausência da mesma na idade em que, normalmente, ela se manifesta. Caracteriza-se pela permanência de certos padrões lingüísticos além da fase da idade cronológica. No atraso simples ou moderado observa-se a redução de padrões fonológicos. No atraso grave de linguagem a criança apresenta todos os padrões fonológicos reduzidos e também os padrões morfossintáticos estão muito reduzidos com, praticamente, ausência dos elementos de ligação e estruturas frasais primitivas. Sendo o atraso propriamente dito, apresenta transtornos nas demais áreas de linguagem podendo estar implicados os mecanismos de memória imediata. Dificuldades oro-motoras acompanham o atraso de linguagem necessitando de um maior enriquecimento ou ajustamento das sensações proprioceptivas, facilitando a fixação dos padrões fonológicos corretos.
ATRASO GLOBAL DE DESENVOLVIMENTO Caracterizado pelo atraso psicomotor, da linguagem oral e da comunicação em geral, estando a criança defasada em diversas áreas do desenvolvimento com ou sem problemas motores. Aspectos cognitivos e perceptivos também podem acompanhar o Atraso Global de Desenvolvimento. Os padrões espertados para cada faixa etária depende, além da estimulação ambiental com qualidade, da maturação neurológica. No quadro de atraso da linguagem devemos ressaltar a disfasia onde existem, quase sempre, problemas de compreensão e sua evolução terapêutica é muito lenta.
DÉFICITS COGNITIVOS Podem ser causados por lesões neurológicas ou por alterações perceptivas graves e não valorizadas precocemente que levem ao desenvolvimento aquém das possibilidades da criança. No caso das síndromes neurológicas podemos citar, por exemplo, aberrações cromossômicas: Síndrome do 21, Síndrome de Turner, Síndrome Kleinefelter. Erros inatos ao metabolismo e transtornos endócrinos, também são responsáveis por desenvolvimento de déficits cognitivos. Também consideramos, como causa dos mesmos, transtornos endócrinos, patologias pré-natais (rubéola, sífilis, uso de medicamentos); peri-natais (prematuridade e imaturidade, sofrimento neo-natal); pós-natais (encefalites, meningites, etc.)
DÉFICITS PERCEPTIVOS As capacidades de percepção visual e auditiva, permitem captação dos estímulos ambientais e sua decodificação. A linguagem vai se estruturando à medida em que esses fatores (visão e audição) se desenvolvem, juntamente com a maturação neurológica e as habilidades psicomotoras. Necessárias para um adequado desempenho da escrita e da leitura a visão e suas áreas perceptivas (coordenação viso-motora, posição no espaço, relação espacial, constância de percepção e figura-fundo), bem como a audição e suas habilidades (atenção, localização e discriminação) formam e estruturam a base desta formalização da escrita e da leitura e interpretação da mesma.
FATORES EMOCIONAIS Permeando toda e qualquer relação que o indivíduo faça ou venha a fazer consigo mesmo ou com o mundo exterior, o fator emocional e sua estrutura não devem ser desprezados. Levando-se em conta a estrutura familiar, social e as relações estabelecidas entre si e o meio e a forma com que estas relações são feitas, influenciam, sem dúvida, o desenvolvimento do processo de aprendizagem. A maneira de encarar novas informações, a relação com este "novo" e a disponibilidade da criança para permitir-se a aprender, estão intrinsecamente ligadas com suas condições psicológicas.
SÍNDROME DDAH A Síndrome do Déficit de Atenção com Hiperatividade – DDAH, faz com que a criança apresente características como: - Dificuldade de concentração - Impulsividade - Dificuldade de manutenção de atenção mesmo durante as brincadeiras - Parece não escutar quando é chamado - Não termina as atividades - Perde com facilidade os objetos - Facilidade para distrair-se com estímulos externos - Movimento freqüente de mãos ou pés - Dificuldade de permanecer sentado - Dificuldade em se engajar em jogos ou atividades de leitura onde necessita permanecer sentado Para se obter um diagnóstico seguro desta Síndrome é necessário que a criança seja avaliada por uma equipe multidisciplinar que inclui neuropsicologia, fonoaudiologia, psicologia, neurologia e que estejam presentes ao menos em seis das características acima citadas. Certamente esta Síndrome influenciará na qualidade do desenvolvimento da aprendizagem escolar e muitas vezes defasagem em alguma área relacionada com a linguagem.
THEREZA CRISTINA DOS SANTOS LOPES FONOAUDIOLOGIA-ORTÓPTICA CRFª 7605 ABO 86. ESPECIALIZAÇÃO EM PSICOPEDAGOGIA TELS: (0 xx 21) 205-2205 / 240-2929 E-Mail: thelopes@domain.com.br
Para referência desta página: LOPES, Thereza Cristina dos Santos. Principais fatores relacionados à linguagem que podem dificultar a aprendizagem. Pedagogia em Foco. Rio de Janeiro, 2001. Disponível em: . Acesso em: dia mes ano.

Principais Fatores Relacionados à Linguagem que Podem Dificultar a Aprendizagem

Thereza Cristina dos Santos Lopes


Quando falamos de aprendizagem estamos nos referindo a um processo global de crescimento, pois toda aprendizagem desencadeia, em algum sentido, crescimento individual ou grupal. A aprendizagem infantil, no que tange ao processo escolar em geral, está intimamente relacionada ao desenvolvimento da criança, às figuras representativas desta aprendizagem (escola, professores), ambiente de aprendizagem formal, condições orgânicas, condições emocionais e estrutura familiar. Qualquer intercorrência em um ou mais destes fatores, pode influenciar direta ou indiretamente o processo de aquisição da aprendizagem.


LINGUAGEM


Podemos definir linguagem como um instrumento que, através de diversas formas, o ser humano utiliza para se comunicar. A comunicação ocorre através de gestos, expressões faciais, fala e escrita formal obedecendo as regras da comunidade lingüística na qual está inserida. Diversas são as alterações que podem ser diagnosticadas durante o processo de aprendizagem e conseqüentemente, o processo educacional em geral, como desempenho e qualidade globais.
FATORES - Atraso de Linguagem - Atraso Global de Desenvolvimento - Déficits cognitivos / Síndromes Neurológicas - Déficits Perceptivos - Emocionais - Síndrome do Déficit de Atenção com Hiperatividade - DDAH
ATRASO DE LINGUAGEM Traduz-se pela ausência da mesma na idade em que, normalmente, ela se manifesta. Caracteriza-se pela permanência de certos padrões lingüísticos além da fase da idade cronológica. No atraso simples ou moderado observa-se a redução de padrões fonológicos. No atraso grave de linguagem a criança apresenta todos os padrões fonológicos reduzidos e também os padrões morfossintáticos estão muito reduzidos com, praticamente, ausência dos elementos de ligação e estruturas frasais primitivas. Sendo o atraso propriamente dito, apresenta transtornos nas demais áreas de linguagem podendo estar implicados os mecanismos de memória imediata. Dificuldades oro-motoras acompanham o atraso de linguagem necessitando de um maior enriquecimento ou ajustamento das sensações proprioceptivas, facilitando a fixação dos padrões fonológicos corretos.
ATRASO GLOBAL DE DESENVOLVIMENTO Caracterizado pelo atraso psicomotor, da linguagem oral e da comunicação em geral, estando a criança defasada em diversas áreas do desenvolvimento com ou sem problemas motores. Aspectos cognitivos e perceptivos também podem acompanhar o Atraso Global de Desenvolvimento. Os padrões espertados para cada faixa etária depende, além da estimulação ambiental com qualidade, da maturação neurológica. No quadro de atraso da linguagem devemos ressaltar a disfasia onde existem, quase sempre, problemas de compreensão e sua evolução terapêutica é muito lenta.
DÉFICITS COGNITIVOS Podem ser causados por lesões neurológicas ou por alterações perceptivas graves e não valorizadas precocemente que levem ao desenvolvimento aquém das possibilidades da criança. No caso das síndromes neurológicas podemos citar, por exemplo, aberrações cromossômicas: Síndrome do 21, Síndrome de Turner, Síndrome Kleinefelter. Erros inatos ao metabolismo e transtornos endócrinos, também são responsáveis por desenvolvimento de déficits cognitivos. Também consideramos, como causa dos mesmos, transtornos endócrinos, patologias pré-natais (rubéola, sífilis, uso de medicamentos); peri-natais (prematuridade e imaturidade, sofrimento neo-natal); pós-natais (encefalites, meningites, etc.)
DÉFICITS PERCEPTIVOS As capacidades de percepção visual e auditiva, permitem captação dos estímulos ambientais e sua decodificação. A linguagem vai se estruturando à medida em que esses fatores (visão e audição) se desenvolvem, juntamente com a maturação neurológica e as habilidades psicomotoras. Necessárias para um adequado desempenho da escrita e da leitura a visão e suas áreas perceptivas (coordenação viso-motora, posição no espaço, relação espacial, constância de percepção e figura-fundo), bem como a audição e suas habilidades (atenção, localização e discriminação) formam e estruturam a base desta formalização da escrita e da leitura e interpretação da mesma.
FATORES EMOCIONAIS Permeando toda e qualquer relação que o indivíduo faça ou venha a fazer consigo mesmo ou com o mundo exterior, o fator emocional e sua estrutura não devem ser desprezados. Levando-se em conta a estrutura familiar, social e as relações estabelecidas entre si e o meio e a forma com que estas relações são feitas, influenciam, sem dúvida, o desenvolvimento do processo de aprendizagem. A maneira de encarar novas informações, a relação com este "novo" e a disponibilidade da criança para permitir-se a aprender, estão intrinsecamente ligadas com suas condições psicológicas.
SÍNDROME DDAH A Síndrome do Déficit de Atenção com Hiperatividade – DDAH, faz com que a criança apresente características como: - Dificuldade de concentração - Impulsividade - Dificuldade de manutenção de atenção mesmo durante as brincadeiras - Parece não escutar quando é chamado - Não termina as atividades - Perde com facilidade os objetos - Facilidade para distrair-se com estímulos externos - Movimento freqüente de mãos ou pés - Dificuldade de permanecer sentado - Dificuldade em se engajar em jogos ou atividades de leitura onde necessita permanecer sentado Para se obter um diagnóstico seguro desta Síndrome é necessário que a criança seja avaliada por uma equipe multidisciplinar que inclui neuropsicologia, fonoaudiologia, psicologia, neurologia e que estejam presentes ao menos em seis das características acima citadas. Certamente esta Síndrome influenciará na qualidade do desenvolvimento da aprendizagem escolar e muitas vezes defasagem em alguma área relacionada com a linguagem.
THEREZA CRISTINA DOS SANTOS LOPES FONOAUDIOLOGIA-ORTÓPTICA CRFª 7605 ABO 86. ESPECIALIZAÇÃO EM PSICOPEDAGOGIA TELS: (0 xx 21) 205-2205 / 240-2929 E-Mail: thelopes@domain.com.br
Para referência desta página: LOPES, Thereza Cristina dos Santos. Principais fatores relacionados à linguagem que podem dificultar a aprendizagem. Pedagogia em Foco. Rio de Janeiro, 2001. Disponível em: . Acesso em: dia mes ano.